O clube do Ajax e a Indústria do Holocausto

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“Apesar de Amsterdam deter a maior comunidade Judaica da Holanda, isso não se reflete na demografia da torcida ou direção do Ajax. A grande maioria das pessoas nas arquibancadas não tem nenhuma origem judaica e não existe nem judeu na direção do clube”

*por Fred Elesbão

Resolvi passar esse último fim de semana na Holanda, que fica a poucas horas de Hannover, e visitar Amsterdam com todos seus pecados.
Além dos canais, moinhos, tulipas, tamancos, coffeeshops e a Heineken Pilsener, outras coisas merecem destaque por aquelas terras. Um delas são os inúmeros museus bizarros, como o “Museu do Sexo” ou o “Museu da Tortura”, este último, uma verdadeira enciclopédia ambulante de toda maldade humana até então produzida na História. Uma dica, quando sair é bom tomar um bom banho de sal grosso, porque o lugar é carregado até os infernos.
   
Como o assunto aqui é Futebol não pude deixar de acompanhar a partida entre o Ajax e Sparta Rotterdam no domingo. O ingresso mais barato custava 35 euros e o meu grau de tolerância caiu para zero, acostumado com os baixos preços do Campeonato Alemão. Ou seja, na Holanda ainda é mais barato se divertir no De Wallen(como é chamada à zona de meretrício bairro da luz vermelha de Amsterdam) do que nas arquibancadas.

Pagando o ingresso a contra gosto, porque sou viciado em Futebol, não pude deixar de notar a quantidade de referência Judias na Torcida do Ajax. A Estrela de Davi ou a bandeira de Israel estava em todos os cantos do estádio, em bandeiras, cachecóis, tatuagens e milhares de Torcedores gritando “Joden, Joden” (Judeu em Holandês) a toda hora. E para completar essa salada toda, do outro lado os torcedores do Sparta Rotterdam gritavam “Hamas, Hamas” em referência ao grupo palestino … ou seja a banquete estava todo armado…

Apesar de Amsterdam deter a maior comunidade Judaica da Holanda, isso não se reflete na demografia da torcida ou direção do Ajax. A grande maioria das pessoas nas arquibancadas não tem nenhuma origem judaica e não existe nem judeu na direção do clube. Todas essas referências Judias foram apenas adotadas pela torcida nos anos 70, porque os rivais xingavam qualquer torcedor de Amsterdam de “Joden”. Uma criação dos Rivais e assimilado gradualmente pelos torcedores do Ajax.

O problema é que hoje o Ajax ganhou todas as regalias da Indústria do Holocausto, mesmo sem ter nem Judeu presente. Isso tudo faz apenas parte do imaginário da Torcida. O próprio presidente do clube, John C. Jaakke, já declarou “O clube não tem nenhuma origem Judaica”. Mas menos assim quem xingar o Ajax é acusado de Anti-semitismo. Essa é a lógica insana! Quem criticar o Sionismo ou os crimes de Israel é automaticamente taxado de Anti-semita.

Isso tudo me fez recordar o professor Norman G. Finkelstein e suas pesquisas sobre essa indústria virtual, “…as atrocidades nazistas transformaram-se num mito que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência”.

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