Ativistas tentam impedir a extradição de militante basco


josebagonzalez2
*por Ignacio Lemus
| nacholemus@hotmail.com

No dia 18 de janeiro, o militante basco Joseba Gotzon Vizan foi  detido na cidade brasileira do Rio de Janeiro pela PF à pedido da polícia espanhola.

Vizan se exiliou da Espanha há 22 anos, após ser torturado durante sua detenção pelo Estado espanhol, e já morava há 16 anos no Brasil. É casado, tem uma filha, há 12 anos trabalha como professor e hoje espera asilo politico no país.

Acusado de pertencer ao grupo separatista ETA, Joseba Vizan se protege no amparo das leis internacionais, que rechaçam sua extradição para Espanha por ser refugiado politico. Mas a decisão final compete ao STF e à Presidente Dilma Rousseff.

Militância é crime

Desde jovem, Joseba Vizan se envolveu em diferentes movimentos sociais e políticos. Participou na criação de Herri Batasuna (coalizão de forças políticas bascas a favor da independência e do socialismo), onde trabalhava no departamento de comunicação e propaganda.

Foi detido em duas ocasiões e posto em liberdade sem nenhuma acusação contra ele. Contudo, durante a segunda detenção foi vítima de maus tratos e torturas. Foi asfixiado com um saco na cabeça, golpeado nos testículos e inclusive sofreu uma simulação de execução com tiro.

A Policia tratou de detê-lo em 1991 e diante do risco de voltar a ser torturado Joseba decidiu fugir. A acusação pela que Joseba foi detido no Rio de Janeiro baseia-se nas declarações realizadas por dois amigos que negaram diante do juiz da Audiência Nacional espanhola sua declaração policial, por tê-la realizado sob ameaças e torturas.

País Basco

Após crimes históricos como atentados, repressão e assassinatos dos regimes Nazista e Franquista, seguidos pela perseguição permanente da ultra direita espanhola; o povo de Euskal Herria (País Basco) hoje enfrenta a hostilidade da União Europeia através do Estado espanhol e francês. Nesse contexto se situa a detenção de Joseba Vizan.

Apesar de que as violações de direitos foram denunciadas reiteradamente por diversos organismos internacionais, as iniciativas independentistas do povo basco e especialmente dos setores da esquerda continuaram recebendo resposta no terrorismo de Estado atraves de mortes, tortura, exílio, detenções políticas, ilegalidade de atividade política e repressão generalizada.

Novo cenário

Com a declaração de Aiete, que define um plano de rota válido para a resolução do conflito basco e a resposta positiva do ETA ao cessar definitivo de sua atividade armada, a expectativa é de paz. Porém o caso de Vizan confirma que a perseguição continua.

Duas iniciativas de recolhimento de assinaturas na internet tentam evitar a extradição do refugiado basco Joseba Vizan. Os documentos esperam a participação da socidade para serem entregues ao Tribunal Supremo Federal de Justicia e à presidente Dilma Roussef.

Petição 1: Abaixo-assinado CONTRA A EXTRADIÇÃO DE JOSEBA GOTZON VIZAN GONZÁLEZ
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoAssinar.aspx?pi=P2013N34912
Petição 2: CONTRA A EXTRADIÇÃO DE JOSEBA GOTZON VIZAN GONZÁLEZ
http://www.avaaz.org/po/petition/CONTRA_A_EXTRADICAO_DE_JOSEBA_GOTZON_VIZAN_GONZALEZ/?tsgJDdb

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