A vez do governo da Bahia e prefeitura de Salvador abrirem os gastos com a imprensa

Sidônio-Palmeira(1)

Marketeiro do E.C. Bahia responsável pela polêmica da “Lista dos Jabazeiros” comanda uma das principais beneficiadas pelos gastos públicos com comunicação. E aí?

*por Pedro Caribé, no seu blog

 

NOTA DA REVER:
O texto que segue é um desdobramento de uma provocação à problemática surgida no caso da “Lista dos Jabazeiros” do Esporte Clube Bahia. Para entender melhor esse caso – suas motivações, idas e vindas – vale ler o texto de Franciel Cruz, no Impedimento.org: “Não Existe Lista de Jabazeiros”
[I.S]

A direção do Esporte Clube Bahia abriu os gastos com a imprensa local. O ato é defendido pelo assessor especial da direção, Sidônio Palmeira, como mecanismo de transparência. Ok, é nobre a atitude estimulada pelo trabalho do assessor de imprensa do clube Nelson Barros Neto. A ação é fundamental para desobstruir a relação dos torcedores que ajudam a manter o clube. Costumeiramente as paixões são manipuladas por meio do jabá repassado a imprensa.

A questão é, se um time de futebol é tratado como coisa pública, por que governo do Estado da Bahia e Prefeitura de Salvador não fazem o mesmo com os gastos em comunicação social? Alguém sabe quanto do dinheiro arrecadado com o IPTU vai para apresentadores sensacionalistas como Bocão, Varela e Rede Bahia? Ou quanto do orçamento estadual contingenciado que mal dá para custear políticas sociais segue para manter o Metro1, A Tarde e Record? Já existem normas obrigando a abertura dos gastos publicitários dos órgãos públicos, a mais recente, a Lei de Acesso a Informação Pública. O governo federal e diversos estados da União já fazem isso.

Na Bahia, não é novidade a força das empresas de comunicação sobre a política local. O prefeito ACM Neto é dono do maior grupo regional de mídia. Fernando José, Mário Kértsz, Marcos Medrado, Nilo Coelho, e agora, o secretário estadual de Comunicação, Robinson Almeida, são alguns exemplos daqueles que utilizam o poder da intermediação da imprensa com a coisa pública para alçar vôos políticos.

O curioso é que um dos maiores beneficiados nesses gastos são as empresas publicitárias. Na Bahia, a responsável por mais de 60% das contas do governo é comandada por Sidônio Palmeira. A pergunta é, por que ele defende que um time de futebol seja tratado como coisa pública e o governo do estado não? Por que não leva a tona quais são os contratos públicos em que a Leiaute fica com cerca de 20% da negociação?

Sidônio pode até não repassar mais recursos para radialistas e jornalistas por meio do clube. Mas enquanto ainda for peça chave nos mais de R$ 160 mi anuais do Palácio de Ondina, pode continuar a alimentar a sede dos traficantes da informação. Por sinal, denominar como jabá os recursos repassados à imprensa está na conta de Palmeira.

*Pedro Caribé é jornalista e escreve no FanzineVirtual.blogspot.com.br

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