A laranja mecânica, as eleições em Sergipe e o terceiro goleiro de Edvan Amorim

 laranja

O único objetivo desta movimentação é baixar o tempo de televisão da professora Sônia e diminuir o espaço de uma candidatura da esquerda socialista

*por Henrique Maynart

Quando o técnico da seleção holandesa, Louis Van Gall, trocou o goleiro a poucos minutos da disputa por pênaltis nas quartas de final na Copa do Mundo, no 0 X 0 suado contra a Costa Rica, muita gente não entendeu. Tratava-se do terceiro goleiro Krull, que havia estudado o perfil de todos os jogadores da Costa Rica e, mesmo na reserva, estaria mais preparado para as penalidades. E assim foi. O arqueiro catou duas bolas e quase espalmou as outras 3 cobranças, definindo a vaga para a semifinal do mundial contra a Argentina.

Pelas bandas de Sergipe o empresário Edvan Amorim, líder político de uma coligação de 16 partidos no bolso direito e alguns mil réis no bolso esquerdo, tomou uma decisão parecida.

Vendo a possibilidade do crescimento da candidatura da professora Sônia Meire, pela Frente de Esquerda (PSOL, PSTU e PCB) em um cenário de apenas três candidaturas ao governo do estado, o mesmo pré-candidato a deputado estadual que declarou um patrimônio de R$ 78 mil reais no TRE- tá “serto”, risos- escalou dois aliados na disputa para o governo de Sergipe, simplesmente do nada ao infinito, no apagar as luzes dos registros de candidaturas.

O único objetivo desta movimentação é baixar o tempo de televisão da professora Sônia e diminuir o espaço de uma candidatura da esquerda socialista. Ailton da CGTB (PPL) e Betinho (PTN), duas figuras absolutamente desconhecidas do cenário político sergipano, foram os nomes do Van Gall sergipano para fortalecer a polarização Jackson X Amorim neste pleito de 2014.

A “laranja mecânica”, como é conhecida a seleção holandesa, inspirando as candidaturas “laranjas” de Sergipe, com empresário pagando de técnico em tempos de Copa. Mas o meio de campo é mais embolado e o buraco é mais embaixo. As candidaturas de Amorim são “laranja”, mas a chapa de Sônia é vermelho sangue, conta com o apoio de militantes aguerrid@s e comprometid@s com as lutas sociais deste estado e, mesmo com esta linha fora, o jogo ainda nem começou.

Torci contra a Costa Rica nas quartas de final e agora arranjei mais um motivo instigante para fazer a campanha de Sônia Meire. Quem quiser que duvide, pois seremos milhares- e talvez milhões- em ação nesta disputa eleitoral contra a velha e a nova direita, a última não tão nova assim. Lutar Para Transformar Sergipe é a labuta destes tempos.

*Henrique Maynart é jornalista, militante do coletivo anti-proibicionista Legalize-SE, militante do PSOL e apoiador, cada vez mais entusiasmado, da campanha da professora Sônia Meire.

 

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