Aqui vão eles! The Baggios parte para mais uma turnê

Show de 10 anos da banda. (Foto: Marcelinho Hora)
Show de 10 anos da banda. (Foto: Marcelinho Hora)

Matéria feita com os integrantes do duo musical sergipano, The Baggios, onde eles contam sobre a nova turnê, história e influências da banda e a cena independente no estado

*por Geilson Gomes

E lá se vai mais uma vez, uma das bandas que mais evoluiu sonoramente no cenário sergipano e brasileiro nos últimos anos, dar seu ar da graça em várias cidades do país. Refiro-me a The Baggios, um duo composto por Julico na Guitarrista/Voz e Perninha na bateria, que durante os próximos meses estará tocando em 20 cidades do sudeste, centro e sul do Brasil.

Dia 27 de julho, em Goiânia, os meninos vão começar os trabalhos, apresentando ao público tudo àquilo que compõe o rock regional da banda – encarnado em sotaque e blues primitivo. Conforme Julico, essa será a maior tour da ‘Baggios’. “Estamos muito empolgados, pois passaremos por 12 cidades que nunca tocamos e participaremos de grandes festivais até novembro. É essencial fazer turnê, aprendemos a cada dia, e ganhamos mais afinidade musical”.

Ele conta também como começou a banda e suas principais influências. “Começamos com o fim de outras bandas. Eu e Lucas (primeiro baterista), havíamos tocado em bandas entre 2001 e 2003, mas não vingaram e a gente se mantinha a fim de tocar e compor e como não tinha mais nenhum amigo afim disso, montamos o The Baggios, mesmo com Lucas não tendo noção de bateria. Foi uma experiência que deu certo, fomos aprendendo juntos a compor músicas nesse formato”, fala Julico, ressaltando que o som da banda passeia pelo Punk, Garage Rock, Blues Rock e Grunge.

Como 10 anos é um período muito bom para ter uma análise das experiências sonoras de uma banda, perguntei aos integrantes da ‘Baggios’ o que mudou e o que evoluiu durante esse tempo. “A sonoridade mudou um pouco, mas a essência é mesma. Não me prendo a isso, a cada ano descubro novas bandas, novos ritmos, e com isso vêm novas influências e naturalmente mudamos algumas coisas na nossa música. Dá pra sacar o amadurecimento, nas gravações, nas letras , e como a gente sempre vive produzindo algo, aprendemos mais, consequentemente a execução com o tempo fica mais segura”, avalia Julico.

Por conta deste amadurecimento, a The Baggios vem ganhando notoriedade em festivais e recebendo críticas de renomados periódicos e pesquisadores musicais. “Mas temos ciência que não fazemos música para agradar a todos e não nos prendemos a isso. A gente primeiro se agrada, se a música está soando bem pra nós, a publicamos, e ai seja o que Jah quiser. Nunca sabemos como será a repercussão, mas isso é muito bom que nos deixa mais cuidadoso na hora de compor”, acrescenta o guitarrista.

Banda gravando o álbum Sina
Banda gravando o álbum Sina (Foto: Snapic Fotografias)

Quando o assunto é sobre a cena independente em Sergipe, Perninha chama a atenção às ações de ruas que vem acontecendo em Aracaju. “O que mais me chama atenção ultimamente são as ações de rua mesmo, como o Maré Maré, Sarau debaixo e Clandestino. É essencial estar na rua e tentar dialogar com a população ali diretamente, cara a cara”.

“Produzir algo autoral seja cinema, música ou sei lá o quê nunca foi fácil em lugar nenhum (não vai valer a pena ficar citando as dificuldades e tudo que todos já sabem), todo mundo está presenciando a crescente de produção em arte do nosso estado (e qualificação também). Sempre haverá coisas pra melhorar e o caminho é longo”, diz Perninha.

E esse caminho pode levar ao eixo? Para Perninha não há necessidade de mudança de terreno. “Para alguma bandas pode ser bastante positivo morar em São Paulo – que é a cidade mais ‘procurada’ -, para outras pode ser decepção total e fim da linha. É claro que não tem como negar até mesmo pela localização geográfica que tem cidades que vai possibilitar uma maior divulgação do seu trabalho. Mas é aquela coisa, pode estar aqui ou na China se você acreditar no seu trampo e ele for sua prioridade não vai importar o lugar que mora. No nosso caso ainda não tivemos a necessidade de uma mudança ,conseguimos fazer tudo morando ainda Sergipe e é claro viajando bastante para tocar e espalhar nosso som”.

Aqui vão eles, nada a perder e tudo a ganhar. “Depois de um breve descanso após a turnê, é a hora de começar a trabalhar um novo disco, pois você normalmente fica mais íntimo do seu instrumento e mais seguro do que tá fazendo. Ainda esse ano lançaremos mais dois clipes, um livro, o DVD e CD dos shows de 10 anos, realizado no Teatro Atheneu em Abril deste ano”, conclui Perninha.

Aqui vão eles em outro mocó se virar!

 Geilson Gomes é editor da Revista Rever.

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