“A gente descansa quando morrer” – bate-bola com Dani Rodrigues, da Renegades of Punk

10329747_702775769783824_3806846267735381705_o
foto: Snapic

Conversamos com a vocalista da Renegades of Punk sobre a turnê na Europa e algumas coisinhas mais

*por Irlan Simões

Ela recebeu a alcunha de “musa” do maior entendedor do rock em Sergipe e do rock de Sergipe. Quando Adelvan Barbosa alterou o texto original  para explicar melhor o termo “musa”, pensei logo que o lance era outro: com essa mulher tem que ser claro e direto, porque o negócio é sério.

“Do tipo que vira musa porque incorpora idéias com as quais muita gente se identifica. Uma musa punk, no melhor sentido da palavra”, consertou Adelvan. Esse trecho pode ser conferido no texto O Vinho da História – Clandestino #8, evento realizado, dentre outros tantos colaboradores e artistas-carregadores-de-caixa, por Daniela Rodrigues, a vocalista/guitarrista e gritante frontgirl do Renegades of Punk. Na ocasião ela tocava com a Triste Fim de Rosilene, projeto antigo que foi retomado ocasionalmente.

A ideia dessa rápida entrevista era saber dos planos da banda após a turnê na Europa, mas o tempo para ela estava curto: a correria da realização do Clandestino #8 já estava acontecendo em tempo real e ela estaria tendo uma “semana bem complicada”. Arrumou tempo agora, quando já está realizando outro evento, que aqui aproveitamos para divulgar em capsloko, na pegada punk rock:
ZEFERINA BOMBA (PB) + RENEGADES OF PUNK, ÀS 22h do dia 08/08, NO CAPITÃO COOK (clique para acessar o evento do facebook)

Segue abaixo a entrevista com Dani Rodrigues, da Renegades of Punk, que pelo que me contou também é doutoranda em Sociologia na Universidade Federal de Sergipe, mas pesquisa um tema demasiado complexo pra gente colocar aqui:

Renegades of Punk tocando em um bar de Paris, pelas lentes de Victor Balde, da Snapic.
Renegades of Punk tocando em um bar de Paris, pelas lentes de Victor Balde, da Snapic.

REVER: Daqui da terra a gente acompanhou a publicação das viagens de vocês. Afinal, quantas cidades tiveram o prazer de ouvir a zuada do Renegades of Punk?

DR: Foram 21 cidades em 10 países diferentes (Espanha, França, Suíça, Itália, Croácia, Alemanha, República Tcheca, Áustria, Holanda e Suécia).

REVER: Antes da partida vocês citaram a No Gods no Masters como parceiros. Como foi essa relação com os caras? Deve seguir durante mais tempo?

DR: A no Gods No Masters é um selo, distro e tantas outras coisas mais ligadas ao meio punk faça-você-mesmo. Além de tudo são amigos e pessoas as quais admiramos e temos certa afinidade. Eles lançaram nosso mais novo ep e essa parceria fluiu naturalmente. Eles também foram extremamente responsáveis por termos feito essa tour, pois ajudaram com contatos, lugares pra tocar além de terem dirigido a van para a gente lá. O projeto do ep novo e da tour européia é uma realização conjunta da banda e deles. Espero que siga por bastante tempo. Eles são pessoas incríveis.

REVER: Vocês levaram uma turma pra acompanhar vocês nessa viagem. Qual o papel que cada um cumpria ali?

DR: Acompanharam a viagem alguns amigos. Durante a primeira parte da tour, Patch, um amigo francês do selo No Glory Records, que lançou nosso LP Coração Metrônomo e outros materiais como uma fita K7 que deu nome a tour chamada “O som da selva”, nos acompanhou curtindo a viagem e nos ajudando no possível. Foi demais! Nos dois penúltimos dias tivemos o prazer de viajarmos e tocarmos junto de Sean Saad, ex-baterista da Alunte e amigo de todos. Ele mora lá e apareceu pra nos rever e dar aquela força. Mas quem realmente acompanhou todos os momentos da viagem desde a nossa saída de Aracaju foi Victor Balde, fotográfo [da Snapic] e amigo de longa data. Ele deu aquela força em vários momentos e documentou (em fotos e vídeos) esse rolê. A ideia é que produzamos algum material legal desse registro.

REVER: Vocês tão cá porra. Mal chegaram e já organizaram o oitavo Clandestino organizado. Não cansam não?

DR: Eu vivo cansada! Mas é isso aí. É o preço que se paga por tomar o processo produtivo mesmo pelas mãos. Tudo é sempre caótico e corrido, mas é o que gostamos e nos propomos a fazer. Então fazemos e descansamos quando morrer, haha.

REVER: Depois disso tudo, quais os planos da Renegades of Punk?

DR: Dia 08/08 estamos preparando uma festinha de lançamento desses novos materiais que saíram na tour e depois dela (o novo K7, compacto e o LP) com os amigos da Zefirina Bomba, da Paraíba. A festa vai ser no Capitão Cook as 22:00. Depois disso não temos nada em vista ainda, mas composição de material novo deve ser algo que naturalmente deve ocorrer nos próximos meses.

Comentar

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s