Estudantes e professores de Pedagogia debatem alternativas de ensino

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Modelo tradicional de educação no Brasil é questionado a partir do documentário “Quando sinto que já sei”, produzido com financiamento coletivo

*por Priscila Viana

Nesta segunda, 20, professores e estudantes do curso de Pedagogia da Faculdade São Luís debaterão alternativas ao tradicional modelo de ensino no Brasil, a partir de experiências relatadas no documentário “Quando sinto que já sei”, uma parceria entre o jornalista Raul Perez e o documentarista Antônio Lovato. O evento será realizado no teatro Lourival Baptista a partir das 19 horas.

O filme é resultado de um projeto de financiamento coletivo – 480 apoiadores doaram cerca de R$ 50 mil – e cerca de 150 exibições já foram realizadas pela América Latina. “Nossa expectativa é a de que pais, professores e outros agentes ligados à educação passem a questionar esse modelo de ensino que limita o real aprendizado, a autonomia e a criatividade das crianças e adolescentes”, afirma a co-exibidora do documentário em Sergipe, Mony Grazielle.

Para realizar o documentário, os amigos Raul e Antônio passaram dois anos percorrendo iniciativas educacionais alternativas em oito cidades brasileiras, focados em práticas de incentivo à autonomia, afetividade, mediação de conflitos e participação cidadã, entre outros elementos fundamentais a uma formação mais humana.

Escolas sem paredes e quadros, crianças aprendendo juntas sem separação por séries e gestões voltadas ao estímulo de reflexões e engajamento dos estudantes são alguns exemplos destacados no documentário como alternativas possíveis de educação.

A pedagoga Perolina Souza vê nas experiências relatadas uma oportunidade de repensar a maneira como os estudantes são vistos pelo sistema de educação vigente e pelos profissionais da área. “É encantadora a maneira como o filme nos mostra novos caminhos e possibilidades de escolas e concepções de educação. Sem memorização, sem fórmulas prontas de aprendizagem, que servem para todos da mesma maneira. É possível ver o educando como um indivíduo único, com diversas potencialidades a serem desenvolvidas, para efetivamente se tornar um ser autônomo e não apenas mais uma peça que será útil apenas para a reprodução do modo de produção capitalista”, explica Perolina, que também é mãe e luta por um modelo educacional capaz de formar novos sujeitos.

*Priscila Viana é jornalista e mestranda em Antropologia Social

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