Afinal, o que são os tucanos no Nordeste?

Cunha Lima, derrotado no segundo turno na Paraíba, foi o único tucano candidato a governador no Nordeste.
Cunha Lima, derrotado no segundo turno na Paraíba, foi o único tucano candidato a governador no Nordeste.

Nova derrota do PSDB no Nordeste atiçou, mais uma vez, os ânimos de racistas e xenófobos. Talvez ainda falte avaliar a insignificância do partido na região

*por Irlan Simões

Algumas histórias se reproduzem pelo senso comum como verdades cientificamente comprovadas. Um texto, republicado na REVER no mês de Junho, tratava do estudo de uma antropóloga paulistana que buscava desconstruir a noção de que o povo baiano é preguiçoso, mostrando como ideias racistas eram as verdadeiras gestoras desse mito. Ao correlacionar o fim da escravidão e a necessidade de se exigir de um “trabalhador livre” o mesmo afinco pelo trabalho do antigo escravo sob o chicote, a elite branca baiana construiu o estereótipo de que o negro baiano não gosta de trabalhar. Como a população baiana, desde então, se manteve esmagadoramente negra, o estereótipo se expandiu para todo e qualquer baiano, inclusive àqueles brancos de classe média.

A atual quadra histórica promete deixar para o futuro um novo estereótipo como o do “baiano preguiçoso”, desde que não seja devidamente compreendido e combatido. Diante das consecutivas vitórias eleitorais do Partido dos Trabalhadores (PT) frente às tradicionais forças adversárias à direita, em especial o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), reforça-se o estereótipo de que o PT só vence eleições por causa do eleitorado do Nordeste, sendo ele “comprado com o bolsa-família”.

O discurso não surgiu do nada e não se reproduz à toa. De fato, os estados do Nordeste juntos conseguem reverter a histórica predominância tucana em São Paulo, como veremos ao longo dessa matéria. Mas não pode se deixar de considerar como nos últimos 12 anos reforçou-se através de um discurso – que guarda no seu embrião ideais claramente racistas e xenófobos – o estigma de que o PT conquista votos nordestinos por causa da miséria, do bolsa-família, da ignorância e do medo.

Esse discurso não é reproduzido exclusivamente por paulistas e sulistas, ainda que se materialize de forma mais contundente e massiva nessas regiões. Muitos são os nordestinos que, sem o menor pudor, reproduzem esse estigma, em especial a classe-média alta das capitais dos estados. Nesse caso se alterna o preconceito regional pelo velho preconceito de classe. Nada novo na historia do Brasil, portanto.

Esse debate se tornou central no período pós-eleição. As redes sociais serviram de plataforma para a já cansada e previsível lamentação dos derrotados da eleição. Tanto no primeiro turno, quanto ao fim do segundo turno, milhares de eleitores de Aécio Neves (PSDB) destilaram ódio e preconceito em “facebooks” e “twitters” da vida contra “nordestinos bolsa-esmola”, aqueles que, segundo seus detratores, seriam os responsáveis únicos e absolutos pela reeleição de Dilma Rousseff em 2014, garantindo o quarto mandado seguido do Partido dos Trabalhadores no principal cargo executivo do Brasil.

No texto que segue a seguir levantaremos um ponto pouco discutido, seja pelos agressores, seja pelos que reprovam essa atitude. Em que pese o grande peso eleitoral do PT no Nordeste, o que significa na região o seu principal oponente, o PSDB? Para além da origem do voto e das razões que levam o eleitor nordestino a optar pelo PT, a verdade é que, diferente de São Paulo, o outro lado do jogo eleitoral não representa praticamente nada.

Antes, alguns destaques

É importante abrir um parênteses antes de seguir esse texto: como estaremos falando de modernizações ou sofisticações daquilo que um dia foi chamado de “voto de cabresto”, nos tem grande utilidade destacar que a anatomia do jogo eleitoral já está corroída há muitos anos. Parte muito considerável do eleitorado enxerga o período das eleições como uma ótima oportunidade de ganhar dinheiro.

Andar pelas “brenhas” do Brasil permite entender que o motor das eleições é a compra de voto. Por vezes o mesmo eleitor é agraciado por três ou quatro candidatos. Seja na troca por favores, material de construção ou passagem de ônibus, mesmo aquele eleitor mais distante dos candidatos tem sempre boas possibilidades e se “dar bem”. Os valores se aproximam um salário mínimo, quando a disputa é bem acirrada e a fiscalização é pequena.

Para além daquele voto comprado às vésperas, há também aqueles indiretos. Cresce consideravelmente o número de profissionais de eleição a cada novo pleito. Seja segurando bandeiras nas ruas, engrossando a “massa” nos atos públicos, ou até o mais especializado dos cabos eleitorais. Esses profissionais se ampliaram, acompanhando os números inéditos que envolvem as cifras de doações de empresas privadas a campanhas políticas, cada vez mais expressivos.

Por outro lado, ainda que o argumento de que ignorância do eleitorado nordestino é o peso crucial das eleições estivesse confirmado como verdade absoluta, a lógica que aqui versa deveria ser replicada para o eleitorado paulistano, que proporcionou a reeleição de Geraldo Alckmin após 20 anos de governo do PSDB, quando esse causou a maior crise de abastecimento de água da história do estado (ironicamente lembrando a seca nordestina) e também a eleição recorde de nomes como Pastor Marco Feliciano (PSC), Tiririca (PR) e Celso Russomano (PRB).

Ademais, para além do Nordeste, Aécio também foi derrotado em outros colégios eleitorais importantes. No seu próprio estado, Minas Gerais, até então considerado o segundo principal reduto tucano do país, ficou quase 4 pontos atrás de Dilma. No Rio de Janeiro, onde Marina foi a mais bem votada no primeiro turno, voltou a ser derrotado no segundo turno.

Aécio Neves ao lado de Tasso Jereissate, único senador tucano eleito no Nordeste. Junta-se a Cunha Lima (PSDB-PB) como únicos senadores tucanos dentre os 27 possíveis.
Aécio Neves ao lado de Tasso Jereissate. Tucano cearense untou-se a Cunha Lima (PSDB-PB) como os únicos senadores tucanos dentre os 27 possíveis do Nordeste.

Expressividade tucana é minúscula no Nordeste

Em que pese a força das velhas oligarquias locais, os andares e caminhares da política brasileira afastaram consideravelmente os principais grupos de poder da direita nordestina do PSDB. O partido vem gradativamente minguando na região e suas lideranças, quando muito, são linhas auxiliares de partidos como o PMDB e o DEM, dificilmente tendo notoriedade. Não é à toa: a histórica bipolarização tucana nos estados de Minas Gerais e São Paulo pouco dava espaço a grupos de outros estados. Para a maioria das oligarquias do Nordeste o PSDB deixou de ser uma legenda “de tradição” há muitos anos.

O PSDB pulou de 44 para 55 deputados federais no pleito desse ano, sendo 11 deles oriundos de estados do Nordeste, que juntos, somam 123 vagas na Câmara de Deputados. Uma realidade que coloca o Nordeste com praticamente um quarto do total de 513 representantes. Ou seja: a média de tucanos eleitos no Nordeste é menor do que a representatividade da região a nível nacional. A título de exemplo, São Paulo tem direito a 70 deputados federais, dos quais 15 são tucanos, uma proporção muito maior.

O Nordeste hospeda cerca de 30,5 milhões de eleitores, praticamente o mesmo número do estado de São Paulo, o principal reduto tucano, com cerca 32 milhões de eleitores. Isso faz da união dos estados do Nordeste o segundo maior colégio eleitoral do país. A região tem nove unidades federativas com muitas proximidades culturais, com grupos políticos que se destacam para além das fronteiras geográficas e que historicamente atuaram em consonância sobre diversos assuntos. Discussões políticas históricas como a criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, o Banco do Nordeste, a Transposição do Rio São Francisco, dentre outros, articulam com frequência as noves entidades federativas à parte do resto do país.

Todos os partidos brasileiros sempre souberam disso, afinal contratam equipes gigantescas para compilar esses dados. A grande diferença é que, inegavelmente, nenhum outro governo prestou tanta atenção à região Nordeste e a teve como prioridade dos seus trabalhos quanto o PT. Isso vai muito além da figura carismática e da origem de Lula ou do imenso público para o qual surgiu programa bolsa-família e tantos programas de fornecimento de água e energia – aquela massa de trabalhadores em situação de miséria que vivem nos grotões mais reclusos do Nordeste.

O “Nordeste” envolve uma multiplicidade de projetos baseados na realidade socioeconômica do trabalhador nordestino e, para além disso, uma histórica construção popular: se o PT foi um partido-movimento nos anos 80, no Nordeste ele foi até o início de 2010 praticamente a única alternativa de organização dos trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais. Enquanto em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul o PT já começava a ver a saída de muitos militantes para a fundação de outras alternativas de organização à esquerda, no Nordeste o PT ainda se enraizava e produzia espaços de organização.

Em contrapartida as oligarquias se renovavam e ampliavam suas influências sobre diferentes legendas. Nesse processo o PSDB não acompanhava as movimentações do DEM, do PMDB, do crescente PSB e mais recentemente o PSD, a nova legenda de velhos quadros das oligarquias locais. Esse último, na base governista, diga-se de passagem.

Retrógrado, governista, bovino e subalterno. Foram os "adjetivos" feitos ao vivo por Diogo Mainardi, comentarista do Manhattan Connection, sobre o eleitorado nordestino após mais uma derrota tucana.
Retrógrado, governista, bovino e subalterno: esse foram os “adjetivos” feitos ao vivo por Diogo Mainardi, comentarista do Manhattan Connection, sobre o eleitorado nordestino após mais uma derrota tucana.

Uma falsa polêmica que não é inédita

A polarização “São Paulo x Nordeste” com relação às eleições só se deu efetivamente com base nas narrativas midiáticas. Quando eleito em 2002, Lula foi superior em todos os estados, exceto no estado nordestino de Alagoas. Em 2006 só não garantiu maioria em 7 deles, onde possivelmente se iniciou a cruzada anti-petista que passou a se relacionar com um discurso xenofóbico e que buscava dividir o mapa do Brasil entre o azul tucano e o vermelho petista. De lá até cá o PT jamais foi derrotado em Minas Gerais e Rio de Janeiro, frise-se.

São Paulo representou grande força para Aécio em 2014, onde se tirou quase 20 pontos percentuais de Dilma, mas em 2010 apresentou apenas 3% de frente para Serra no primeiro turno. O caso desse ano deve ser visto por outra perspectiva. Uma análise de Laura Capriglione – que dentre as primeiras pareceu a mais completa – apontava que a principal causa da derrota acachapante de Suplicy ao senado, Padilha ao governo e Dilma à presidência em São Paulo se deveu muito mais pelo distanciamento do partido do seu eleitorado tradicional, do que precisamente de uma “revolta votante”. Para a jornalista a derrota petista começa, inclusive, na recusa à sua origem de partido-movimento na preferência de figuras burocráticas e “coxinhas”, a começar por Fernando Haddad e Alexandre Padilha. Em suma, muito mais uma derrota petista do que uma vitória tucana.

Mas não se resume a isso. A agressividade com a qual se combatem os votos dos pobres no Brasil não tem nada de novo na história da política a nível mundial. Dois exemplos estrangeiros mostram como apenas estamos reproduzindo – de forma devidamente bem conduzida pelos principais meios de comunicação de massas do Brasil e seus respectivos “formadores de opinião” – a mesma forma de combate aos pobres que países economicamente mais potentes já praticam.

O primeiro deles  vem de um texto já republicado na REVER,Benefits Street, o neoliberalismo em nossas almas”, de Richard Seymour (traduzido por Daniel Martins). O texto questiona como o ódio direcionado aos beneficiados por programas de assistência na Inglaterra deixa de considerar uma questão crucial: o desemprego, ou o sub-emprego, enquanto necessidade para a sobrevivência do capitalismo, na criação de exército de reserva. Também coloca como essa lógica está em consonância com o mantra neoliberal de “pseudo-simpatia” aos pobres: “não dê o peixe, ensine a pescar” é apenas uma forma de não parecer demasiado agressivo com aqueles que desejavam alijar do direito de escolher o próximo governante.

O segundo é Os plutocratas contra a democracia”, de Paul Krugman, no El País, ao tratar daquilo que identificou como “luta entre a democracia e a plutocracia”. O autor mostra como há uma relação direta entre combater programas de distribuição de renda e defender o estreitamento das decisões políticas aos mais ricos. O que interessa é apenas garantir que a elite do poder se mantenha intocada e pouco preocupada quanto a perder os seus privilégios. Algo que a classe média antipetista, queira ou não, ainda não entendeu que é a parte mais bem sucedida do governo petista: não incomodar a elite do poder. Aqueles 0,01% mais ricos que tiveram seus privilégios garantidos nos últimos 12 anos são os grandes financiadores das campanha petistas.

Outro texto de grande importância é “Pós-eleições e preconceito ou do que a carne herda”, de Romero Venâncio. O colaborador da REVER, destacou em texto recente: “Uma geração inteira lê, acredita e reproduz essa gente [colunistas e jornalistas da grande mídia brasileira]  como se fossem profetas de uma verdade escondida por este governo ou como se tivesse um projeto de “ditadura comunista” em andamento (aqui, o delírio beira a loucura coletiva!). As eleições apenas dinamizaram o que já vinha em andamento e sendo alimentada diariamente com essa explosiva histeria coletiva”.

Em 2014, portanto, apenas foi reacendida uma chama anti-petista que envolvia aspectos racistas e anti-nordestinos que há anos, como o próprio texto de Romero Venâncio propõe, já se expressa em setores da classe média branca paulistana. As redes sociais apenas serviram para registrar e expor publicamente o que já se “formulava” nesses ciclos desde os primórdios da nossa “redemocratização”. O deputado paulista Aldo Demachi (DEM), por exemplo, declarou abertamente: “Quem depende do governo precisa ter temporariamente o seu título de eleitor suspenso”.

Cabe também destacar algo que foi rebatido diversas vezes após o resultado vitorioso de Dilma Rousseff. A centro-esquerda em diversos países, principalmente por sua relação histórica com programas voltados para as parcelas mais empobrecidas da população, tem larga vantagem de votos em regiões historicamente mais pobres. O PSOE na Espanha, o PSD na Alemanha e os Democratas nos EUA tem o mesmo padrão de força eleitoral que o PT tem no Brasil. Essa leitura foi feita pelo cientista político Alberto Carlos Almeida em pleno Manhattan Connection (programa da Globo News notabilizado por sua linha editorial anti-petista). Confira o vídeo:

Talvez a direita precise de outro partido pra vencer o Nordeste…

Voltando ao Nordeste, onde a vantagem eleitoral petista amaciou a derrota de quase 7 milhões de votos no “Tucanistão”, o PSDB já não pode fazer a mesma análise com os sinais invertidos, pois há muito tempo não é um partido relevante no Nordeste. Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão (maiores colégios da região) sozinhos tiraram os mesmos 7 milhões de votos de Aécio com relação a Dilma.

Em 2014 o PSDB conseguiu mostrar que é, no máximo, o quinto partido da região. Não apenas os números dos presidenciáveis mostram isso, mas também a insignificância dos tucanos em termos de volume eleitoral e de quadros políticos no legislativo e nos executivos locais. Os números mostram que o buraco é mais embaixo.

Dos Deputados Federais eleitos na região o PSDB elegeu apenas 11. Ficou atrás do PT com 18, do PMDB com 16, do PSB com 15 e do PTB com 12. Caso sejam considerados o DEM e o PSD (partidos que abrigam quadros que já estiveram sob a mesma legenda) com 9 eleitos cada, os tucanos se mostrariam ainda mais insignificantes diante dos números. O único estado no qual o PSDB elegeu mais que o PT para a Câmara Federal foi Pernambuco, onde Aécio Neves somou menos de 6% dos votos, questão diretamente ligada à morte de Eduardo Campos. Estado que, não por acaso, não transferiu seus votos de Marina Silva para o candidato tucano, ainda que tenha dado vitória expressiva à sua substituta no primeiro turno.

A morte de Eduardo Campos levou Marina Silva a conquistar 48,05% dos votos no estado do falecido candidato, superando Dilma Rousseff, mas também expôs uma outra dura realidade aos tucanos nordestinos: o “efeito Campos” ocorreu apenas em Pernambuco e não se espalhou pelos outros estados. Nos outros oito casos o que se viu foi Marina Silva retirando votos da própria Dilma Rousseff, enquanto Aécio Neves tinha uma performance ainda pior do que a de José Serra (candidato tucano em 2010) em absolutamente todos os estados.  Dilma piorou com relação à Bahia, Alagoas e Maranhão, estados onde Marina teve crescimento, mas Aécio não. Marina só não cresceu no RN e no Ceará.

Quanto aos senadores, o quadro é ainda mais revelador. Nas últimas eleições as candidaturas de governador e senador saíram como “casadinhas” das principais legendas das coligações.  Dos 27 senadores que representarão o Nordeste nos próximos quatro anos 6 são do PMDB, 5 do PT, 4 do PSB e 3 do PTB, reproduzindo o mesmo “ranking” dos deputados federais. O PSDB tem apenas 2, ao lado de PP e DEM. O único estado onde o PSDB chegou ao segundo turno na eleição para governador foi na Paraíba, onde o tucano Cunha Lima foi derrotado por Ricardo Coutinho (PSB). No estado vizinho, Pernambuco, o PSDB saiu como base do próprio PSB.

Não é forçar muito dizer que o PSDB no Nordeste é um “balaio de gatos”. Não possui histórico na região, não tem força para alterar a correlação de forças e não tem quadros que estejam de forma positiva no imaginário social do eleitor nordestino ao nível de certas oligarquias. Não apenas por ser uma legenda sem relevância no Nordeste, é incapaz de articular os setores de peso político da região, quem em disputas locais não são tão preteridos pelo eleitorado diante do PT, como o PSDB conseguiu ser em tantas oportunidades.

Talvez o caminho da direita brasileira seja investir em outra legenda. Alguma capaz de manter a vantagem em São Paulo e no Sul e capaz de tomar votos petistas no Nordeste, já que o PSDB se mostrou incapaz disso nas últimos quatro oportunidades. Até lá, a caravana petista segue enquanto os cães do ódio e do preconceito continuam ladrando sem morder, acreditando entender a complexidade que envolve os votos nordestinos, ou acreditando que todo esse ódio pode ser explicado por fronteiras imaginárias ou programas de assistência.

*Irlan Simões é coordenador da Revista REVER

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