Ei, se ligue: tá chegando o ZONS 2014!

Victor Balde e Edézio Aragão no ZONS bem-sucedido de 2013. O que eles aprontaram dessa vez?
Victor Balde e Edézio Aragão são as mentes à frente do ZONS. O que eles aprontaram dessa vez?

Em papo rápido com os realizadores do ZONS catamos algumas informações sobre o que acontecerá na edição de 2014 do evento  que envolve música, ativismo, colaboração e muita ousadia.

*por Irlan Simões

Victor Balde e Edézio Aragão, cabeças de um projeto que corre por fora do trivial, cederam parte dos seus curtos minutos de tempo livre para falar sobre o ZONS 2014. O projeto já está na sua reta final, acontece em 13 de dezembro e vai contar as pedradas de Alex Sant`Anna, Coutto Orchestra, Reação, Patrícia Polayne, The Renegades of Punk, Skabong e  Plástico Lunar.

Mas como bem se sabe, o ZONS não é um mero festival musical. Tudo que envolve o evento desde sua concepção, até cada etapa da sua produção nos leva a crer que muito mais está por trás desse projeto. Concepção, ousadia, inovação, mentalidade… algumas características colocam o ZONS num outro patamar quando o assunto é produção cultural.

Mesmo seus realizadores tem dificuldade de explicar o que é o ZONS. Então leia a entrevista, interprete da sua maneira e se envolva nesse projeto instigante!

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Antes da entrevista, seguem dois recadinhos:

1) CATARSE do ZONS 2014 – Projeto de Financiamento Coletivo

O ZONS lançou um projeto de financiamento coletivo, que garante retorno àqueles que apoiam e contribuem ao levantar recursos para o projeto. Só vai até o dia 14/11! Então corra pra garantir sua participação. Ao longo da entrevista os realizadores explicam melhor.

Entre, participe, construa e se dê bem: http://www.catarse.me/pt/zons2014

2) Domingo, 9/11 – ZONS em Casa – Sandy Alê e Plástico Lunar 

Um dos eventos que envolvem o projeto já acontece por agora e já garante vantagens para os colaboradores do Catarse!

Confira o evento: https://www.facebook.com/events/834463143271852/?fref=ts

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ENTREVISTA COM EDÉZIO ARAGÃO E VICTOR BALDE, REALIZADORES DO ZONS

REVER: Antes de tudo, definam o que é o ZONS

ZONS: Toda tentativa nossa de definir o ZONS acaba não dando conta de tudo que ele está sendo. Daí que às vezes chamamos ele de projeto, lugar, encontro, pessoas, inclusive chamando uns aos outros de zoneiros. Mas temos um entendimento comum que ajuda a dar base sobre o ZONS. Entendemos ele como um potencializador de encontros, uma vontade de produzir de maneira colaborativa, ampliando a ideia de produção cultural para além do entretenimento, juntando formação, sustentabilidade, saúde, política, intercâmbio, tudo funcionando junto com várias expressões artísticas.

REVER: O que vai rolar de diferente no ZONS desse ano? O que vocês sentiram que precisava ser aprimorado ou repetido do ano passado pra cá?

ZONS: O ZONS ensina a todos enquanto experiência prática. O ano passado nos mostrou que tínhamos diálogo com um público interessado não só em consumir algo, mas em ser parceiro, produzir juntos. Batemos a meta do financiamento colaborativo do CATARSE, produzimos eventos de divulgação e um festival de lançamento de mil copias do DVD ZONS com 5 bandas de Aracaju.

Em 2014 mantivemos o financiamento colaborativo, entendo essa ação como um dos elos de parceria possíveis, como parte da execução do FILME ZONS. O filme cresceu em qualidade técnica e em número de expressões artísticas, possibilitando mais experiências estéticas, contando com vários grupos, entre artistas solos e bandas como Coutto Orquestra, Alex Sant’Anna, Plástico Lunar, Patricia Polayne, Renegades Of Punk e Reação, além da artista plástica Jessica Dantas, e os artistas performáticos Yuri, Luna, Everlane e Fabinho, assim como produtoras associadas como a Andaluz do Rio de Janeiro, parceira desde o ano passado, e as produtoras sergipanas Hijos de Peixez, Lamparina e Café com Guaraná.

Junto a isso, os eventos de divulgação da campanha no CATARSE como forma de promover mais encontros e experimentar um pouco do que vem ai com o Festival ZONS, com os eventos ZONS DE BOLSO, que ocorreu no shopping RIOMAR, o ZONS KIDS e o ZONS EM CASA, ambos na Casa do Chico.

Para o Festival ZONS optamos esse ano para um formato mais intimista. Há uma limitação para apenas 500 pessoas e esse é um número que acreditamos que funcionará bem no EcoSpa. Optamos por fazer uma estrutura mais próxima da nossa realidade e isso naturalmente fará com as pessoas possam dialogar mais entre si. Repetiremos o formato de apresentações de grupos artísticos durante o giro de palco das bandas, e repetiremos também o Live Painting. Teremos como novidade 3 intervenções que divulgaremos em breve.

REVER: Caso seja novamente bem sucedido, o que vocês já tem em mente para o ZONS nas proximas edições?

ZONS: O ímpeto de 2013 e experiência de 2014 nos mostraram as várias linhas que ZONS possui e como ele funciona dentro um projeto anual pulverizado em muitas pequenas ações que culminam no Filme e no Festival. Estamos conversando bastante sobre tentarmos um novo formato para o Filme em 2015, ampliando as parcerias na produção e finalização, estudando outros formatos finais e vislumbrando o quão especial o efeito do encontro cria dentro dos resultados alcançados pelo ZONS.

No Festival a ideia é sempre estar tentando fazer com que os artistas participem mais de todo o processo, e a cada ano, acho que isso está acontecendo. Nossa ideia nunca vai ser esse padrão de contratante e contratado, prestação de serviço, etc. Nossa ideia é ser um grande grupo coletivo e colaborativo disposto a produzir arte, sem as comuns relações hierárquicas entre artista e público, etc etc.

REVER: O crowdfouding é uma alternativa muito interessante para a produção cultural. Como vocês enxergam a aceitação do financiamento coletivo em Sergipe?

ZONS: Sim, o financiamento colaborativo é uma alternativa interessante para a produção cultural, se não nós não estaríamos com uma campanha a todo vapor acontecendo nesse momento através do CATARSE. Mas ainda é uma dúvida porque é um modelo em processo de construção. As plataformas como ferramenta de financiamento colaborativo são de fato interessantes e oferecem segurança e facilidade para os produtores e os parceiros que contribuem.

É sempre bom lembrar que o financiamento colaborativo não é nada mais que uma pré-venda, um pouco diferente de passar o chapéu, porque o chapéu acontece quando a ação pela qual o investimento será destinado está sendo executada na sua frente, digamos assim. No caso do financiamento coletivo, a ação pode ainda acontecer, pode estar acontecendo ou pode já ter sido feita, bastando finalizar, que é o nosso caso. Desde o início do projeto a ideia foi: vamos fazer ao invés de esperar as condições ideais e no meio do caminho nós mostramos o que já vem sendo feito, convidado as pessoas a fazerem junto com a gente.

Isso não é estranho para a cultura de Sergipe, pelo contrário, isso é bem próximo da relação que convivemos nos bairros onde crescemos e com as amizades que nos cercam. O que o ZONS promove é estimular isso, sendo elemento agregador, facilitando os encontros. Óbvio que posturas e decisões são tomadas por um grupo mais ativo, mas isso não é fechado, por isso também é político pensar no ZONS como projeto aberto, sendo o crowdfounding (preferimos chamar de financiamento colaborativo) um meio muito bom mas não exclusivo para apoiar e se tornar parceiro do projeto. De todo jeito, como estamos em campanha, sempre convidamos para visitar o site do projeto no CATARSE, e nas redes sociais para Curtir, Compartilhar e Contribuir com o que puder.

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