REVER Entrevista – Sidney Guarany #LiberdadeParaSidney

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Entrevistamos o presidente do Sindicato dos Agentes da Fundação Renascer, que estava entre os nove presos sob denúncia de agressão aos internos do CENAM

*por Irlan Simões

Veja também: Roteiro para Entender a Campanha #LIberdadeParaSidney

Protagonista da campanha que estourou em Aracaju nesta quinta-feira, 15, Sidney Guarany começou suas atividades profissionais na Fundação Renascer em março de 2007, quando ingressou como agente socioeducativo no Centro de Atendimento ao Menor (CENAM) de Aracaju.

Em 2011 assumiria a presidência do Sindicato dos Agentes de Segurança da Fundação Renascer (SINDASSE) quando começa a acumular embates com a direção da entidade ao defender os direitos trabalhistas da categoria, como aumento salarial e condições de trabalho. Também pautou e denunciou as péssimas condições estruturais da unidade, que acarretavam em conflitos entre internos e agentes, bem como diversas rebeliões e intervenções judiciais que marcaram os noticiários dos últimos anos.

Após ser libertado nesta quinta-feira, após a expedição de um alvará de soltura que revogou a prisão preventiva dos nove agentes, Sidney Guarani concedeu entrevista à Revista REVER para explicar o que ocorre às unidades socioeducativas de Sergipe.

REVER ENTREVISTA: SIDNEY GUARANY – #LiberdadeParaSidney
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REVER: O que acontecia dentro da unidade com relação aos trabalhadores?

Sidney: As condições de trabalho eram péssimas, porém os principais problemas era em relação às condições dos internos. Condições essas que sempre foram denunciadas pelo SINDASSE, desde quando eu comecei a militar no sindicato. Inclusive, foi a partir dessas denuncias que se chegou até visitas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo até a intervenção da unidade.

REVER: O que vocês, enquanto representantes da categoria fizeram para reverter a situação?

Sidney: A partir da atuação do sindicato, todas essas questões que nunca foram mostradas passaram a ter uma visibilidade, inclusive em nível nacional. As faltas de estrutura, de equipamentos e das condições dos internos evidentemente culminam em conflitos entre os trabalhadores e os internos, já que não existe nenhuma efetiva aplicação de medidas socioeducativas.

Fizemos, enquanto sindicato, inúmeras denúncias junto a diversos órgãos responsáveis pela fiscalização na aplicação dessas medidas. Dentre eles: Ministério Público da Criança e Adolescente, Comissão dos Direitos Humanos da OAB, ONGs, Vara da Infância e da Juventude e a partir dessas denuncias que as medidas socioeducativas entraram na pauta das discussões. Antes da nossa atuação não se falava, infelizmente, em medidas socioeducativas no estado de Sergipe.

REVER: Como o sindicato lidava com as consecutivas denuncias de maus tratos na unidade?

Sidney: O sindicato sempre refutou qualquer tipo de violência que viesse a ser praticada contra os internos. Chegamos inclusive a denunciar um agente de segurança junto ao Ministério Público, junto a Comissão de Direitos Humanos da OAB e junto à Vara da Infância e da Juventude. Cabe frisar que no caso especifico desta denúncia a Fundação Renascer tinha conhecimento e nunca tomou qualquer tipo de atitude.

Enquanto Sindicato nós não admitimos nenhum comportamento desse tipo e sempre que pudemos provar qualquer tipo de ação neste sentido fomos nós primeiro que denunciamos. Esse tipo de comportamento isolado termina por macular toda uma categoria.

REVER: Como a diretoria da Fundação Renascer respondia a tudo isso?

Sidney: Nunca foi interessante para a direção da Fundação Renascer trazer à tona esses tipos de questões, porque elas explicitavam a total falência das medidas socioeducativas nas unidades sergipanas.

REVER: O que vem pela frente?

Sidney: O que vem pela frente é mais luta para que o direito dos adolescentes e dos trabalhadores sejam respeitados e que haja a aplicação efetiva das medidas socioeducativas. Espero que sejam apuradas todas as irregularidades e todas as instituições fiscalizadoras continuem em contato com nossa colaboração.

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