Jogo da Imitação (2014) – Ser um gênio anti-social e homossexual na Segunda Guerra

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Resenha do filme
Jogo de Imitação (2014), de Morten Tyldum

*por Matheus Aragão

  O Jogo da Imitação (2014) é cinebiografia de um gênio matemático, apaixonado por palavras cruzadas e criptografia. No início da Segunda Guerra (tema que me atrai bastante) ele é convocado pelo exercito britânico para decifrar mensagens em que o comando alemão enviava as suas tropas com coordenadas de ataque. Esse operação se chamava Enigma.

 Alan Turing , interpretado pelo mais promissor ator inglês, Benedict Cumberbatchi, tem personalidade arrogante, egoísta e acaba se isolando do resto da sua equipe, que inclui a fantástica atriz Keira Knightley, que tem uma atuação suave mas que confesso ser apaixonado por alguns outros filmes dela como Um Método Perigoso do Cronenberg.

 A Enigma era considerada impossível de se solucionar, o que era verdade sendo feita por humanos, pois durariam 25 milhões de anos para se decifrar o código. Turning então resolve criar uma máquina que pudesse acelerar o processo, que mesmo assim demorariam anos.

 Sujeito a ter ser projeto suspenso, ele briga com os comandantes, envia carta para Churchill e finalmente consegue o dinheiro para a sua máquina que se chama Christopher.

 Um grande tema abordado no filme é a homossexualidade da personagem, que a esconde pois era considerada crime até o fim dos anos 50 na Inglaterra. É obrigado a tomar hormônios para a “cura gay”. A sua condição de homossexual é revelada através de flashbacks quem mostram sua relação afetiva com seu amigo de escola.

 Esses flashbacks são a base da montagem do filme, que alterna dos anos 50, onde um detetive suspeita e o interroga para saber sobre o plano ultra-secreto do exercito inglês, o período da guerra, alternando com imagens reais de guerra, trazendo um realidade ao filme, já que no geral, é relatado com formato de fábula.

 Por fim, conta-se como a máquina foi importante para que os aliados conseguissem ganhar a guerra, através de uma trabalho de jovens de 25 dentro de um laboratório, planejando a Invasão da Normandia, Stalingrado e milhões de ataques tendo o cuidado para não serem descobertos pelos Nazistas.

 Filme redondo, com atuações fenomenais, mas sem muitas ousadias estilísticas, o que faz o expectador se concentrar na história e grandes ideias mirabolantes de movimentos fotográficos. O som também chama atenção pelo que se chama de “rima”, onde uma porta se abre e corta para outra época, por exemplo. Isso acontece bastante no filme e foi uma boa saída encontrada para linkar as mudanças de época. Recomendo!

2 comentários sobre “Jogo da Imitação (2014) – Ser um gênio anti-social e homossexual na Segunda Guerra

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