As estátuas também morrem

malcomx

Hoje completa 52 anos de morte de Malcom X, ativista negro que lutou contra o racismo e em favor da liberdade

por Geilson Gomes

“Quando os homens morrem eles entram na história, quando as estátuas morrem, elas entram na arte”. Essa é a frase inicial do filme ‘As estátuas também morrem’, de Alain Resnais, Chris Marker e Ghislain Cloquet – uma obra prima do cinema, que retrata, a partir de máscaras e formas africanas, o etnocídio e a exploração do povo negro.

Máscaras negras em um museu representa a morte de uma cultura de um povo, tornam-se objetos comercializáveis, que, futuramente, serão apagadas da história. Mas o filme assevera: “um negro em movimento é ainda uma arte negra”.

Há 52 anos morria um negro que certamente nunca virará estátua – Malcom X. Ele foi um dos fundadores da Muslim Mosque e da organização da Unidade Afro-Americana.  Ativista da luta pelos direitos civis dos negros, Malcom militava contra o racismo e pela liberdade.

Na década de 60, assim como ainda é hoje, as tensões sociais provocadas pelo racismo eram evidentes.  Não eram raras as mortes de negros em palanques e eventos públicos. Casas incendiadas e ataques com bomba também era frequentes. Tudo isso fruto de um racismo histórico, no qual os brancos não aceitavam o protagonismo e as organizações negras. Num desses atentados de covardia que Malcom X se foi. Era 21 de fevereiro de 1965.

E o que tem a ver o filme “As estátuas também morrem” e a vida de Malcom X? Ambos nos inspiram a pensar a nossa ancestralidade e a resistir frente ao sistema branco e genocida. A película acerta em cheio ao ampliar o tema, abordando que, seja nos espaços sociais de trabalho, esporte, cultura, entre outros, o racismo pode ser superado pelo movimento dos negros.

Malcom afirmava que os negros deveriam se defender e todos os meios são necessários. A arte, portanto, não fica fora disso. Ela também é uma forma de luta e resistência, representada em diversas maneiras e formas.

Entendendo que a comunicação também pode ser um aparelho reprodutor de visões de mundo, Malcom nos alertou que: “Se não estás prevenido ante os meios de comunicação, te farão amar o opressor e odiar o oprimido”. Por isso o filme ‘As estátuas também morrem’ é necessário nos dias de hoje para entendermos a sociedade racista, que se estrutura a partir do massacre da cultura e população negra.

Para assistir ao filme, dê o play:

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