Zons e a mágica da cena sergipana

Anne Carol e os AfroDrums, primeira atração do festival. (Foto: Luli Morante)

Sediado pela quarta vez, o Zons trouxe o melhor da cultura local e de outros estados. Além de unir discotecagem, empreendedorismo e culinária, o projeto demonstra que Sergipe tem o que mostrar ao mundo

*por Luciana Nascimento
**Fotos / Luli Morante

Dia 11. É sábado e o sol começa a dar indícios de que vai se pôr. Daniel Preto estaciona a Kombi Soul ainda no meio daquela tarde no jardim da Chácara Girassol, a 3Km da Orla Pôr-do-Sol.

Ele vai organizando todo o aparelho de discotecagem para somar a somzeira que se expalhará pelos quatro cantos daquele lugar, enquanto as pessoas começam a chegar.

São vários sorrisos, várias cores, amores, gostos e um propósito: aproveitar a união de empreendedorismo local, culinária vegana e a música sergipana, com agregados, para abstrair e curtir a quarta edição do Zons.

A ideia

A equipe do projeto não para. O palco está pronto. As barracas estão montadas e tem de tudo. No entanto, a principal é a mensagem de positividade e respeito que todos nós devemos ter conosco todos os dias.

O sol cai, a tarde dá aquele velho tchau e  Anne Carol e os Afrodrums sobem ao palco e abrem o festival com maestria. Anne tem uma potência vocal de tremer os pelos e os nervos mais íntimos a flor da pele.

É um som descomunal. A banda dá as boas vindas e enaltece a riqueza dos artistas de Sergipe. A voz de Anne acalenta e arrepia quem está presente. E logo após a incrível abertura, entre os intervalos, as surpresas não pararam nos batuques dos Drums.

Anne Carol e os AfroDrums (Foto: Luli Morante)

O que teve 

O Zons se mostrou uma agradável surpresa para quem estava voltando a área depois  de algum tempo sem analisar  o cenário sergipano. E toda essa junção se formaliza em um só sentimento: Orgulho.

E para quem carrega o orgulho de ser quem é, o evento preparou uma grande atividade. Dessa vez, abrindo espaço para as minorias, donas da nossa cultura: os indígenas. Foi notório que os Zons não só incentivava seu público com conteúdo musical, mas cultural também.

A tribo Kariri-Xocó, do Estado de Alagoas, esteve no espaço para compartilhar e apresentar um pouco de sua cultura e arte. Caracterizados, eles esbanjaram o amor as suas ideologias.

Kariri-xocós (Fotos: Luli Morante)

Novidades

Mas calma. Não parou por aí no quesito cultural. Para quem curte a cena sergipana, Máquina Blues, Urubu Melancia, Mestre Madruguinha, com a brilhante participação de Jaque Barroso,  completaram o quadro de atrações da terra para os apreciadores.

Já os agregados, são de fora. O público ainda pode ouvir Necro, diretamente de Alagoas,  botando lenha na fogueira, além de Francisco, El Hombre de Campinas, São Paulo. A banda é uma das indicadas ao Grammy Latino, assim como The Baggios, e fecharam o Zons com um som de impressionar quem não fazia ideia do que a banda tocava.

Simpáticos, eles embalaram almas e sentimentos com uma proposta musical diferenciada, mas sensacional.

O Zons demonstra como o cenário sergipano é rico e incrível e deixou todo mundo instigado e ansioso pela próxima edição. Afinal, Sergipe pode até ser um estado pequeno, mas em conteúdo cultural, é de botar para lá.

*Luciana Nascimento é jornalista
** Luli Morante é estudante de jornalismo da UFS

 

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