Editorial – Tempo, tempo, tempo, tempo…

Neste 2018, continuaremos apostando no trabalho colaborativo e independente

*da Redação

O tempo da mídia independente não é o mesmo da mídia comercial.  Às vezes estamos a todo vapor, às vezes passamos por momentos de refluxo de narrativas. Poucas são as experiências alternativas que conseguem transmitir notícias, textos, vídeos e fotos cotidianamente para o seu público. Isso depende muito de como o veículo se organiza.

Nós da Rever também temos nosso tempo. Não queremos normatizar as lacunas, o vazio de informações e a falta de atualização. Contudo, para que possamos ser mais presentes na disputa de narrativas, precisaremos, nesse 2018, cada vez mais de nossos leitores e colaboradores.  Somos um grupo formado por pessoas que doam seu tempo para contribuir com a comunicação alternativa nordestina.

O poeta Caetano Veloso, em referência ao tempo, escreve: ‘Por ser tão inventivo e parecer tão contínuo, tempo, tempo, tempo, tempo, és um dos deuses mais lindos’. Esse trecho da música ‘Oração ao tempo’ representa bem como foi o ano de 2017 para nós da REVER. Foi um período de novos e fraternos encontros, de criação e de novas possibilidades. Foi também quando conseguimos nosso primeiro financiamento, por meio da participação no Festival de Cultura e Arte de São Cristóvão. A verba não foi muita, mas já deu para garantir o nosso site funcionando por mais um ano.

Falando em financiamento, também pensamos em novas táticas de captação de recursos para conseguirmos nos projetar cada vez mais para os diferentes públicos. Queremos crescer e vemos que já está em tempo da comunicação alternativa nordestina furar a grande bolha da mídia tradicional – aliada da elite política, cultural, econômica e social que comanda este Estado.

Estamos voltando às atividades de 2018 antenados nos acontecimentos e nas pautas que certamente serão presentes neste ano. Logo nos primeiros quinze dias já aconteceram várias coisas. Silenciaram a mestre da Cultura Popular, Dona Nadir, no último Festival Cultural de Laranjeiras. Isso só escancara uma triste realidade do Festival, que a cada ano vem perdendo seu respeito com as tradicionais manifestações culturais do estado.

Outro ponto que chamou atenção foi a afirmação do prefeito de Aracaju, em sua página no Twitter, que ia vetar meia passagem aos domingos. Vale ressaltar que ele disse isso após a Setransp – sindicato dos donos das empresas de transporte – financiar o réveillon da capital sergipana. A publicação foi retirada do ar. O portal Infonet publicou o print com a afirmação do prefeito, confira: http://www.infonet.com.br/noticias/politica/ler.asp?id=209104

Caetano também diz na música que o tempo é o tambor de todos ritmos. Sem dúvida, ele diz muita coisa e queremos estar conectados com o tempo e aprendermos com ele, para podermos levar ao público pautas que transformem a realidade de nosso povo, que afirmem nossas visões de mundo e que valorizem o povo que constrói esse país.

Queremos continuar valorizando todos artistas e agente culturais que movimentam as diferentes expressões artísticas que pulsam em Sergipe e em Salvador. No passado construímos um promissor canal de diálogo com o Rap praticado na capital baiana, resultando em um acervo jornalístico cativante, apresentando cantores, djs e rostos que a mídia baiana faz questão de invisibilizar. O Rap sergipano também deu as caras na Rever, com coberturas em evento, entrevistas e a produção da Cypher ‘Chega para representar’, feita em parceria com a Rai Fai Filmes.

Continuaremos valorizando todos artistas e agentes culturais que movimentam as diferentes expressões artísticas que pulsam em Sergipe e em Salvador. Quando falamos todos, é todos mesmo. Então, puxe menino. Que o ano só está começando e a instiga só cresce!

Neste 2018, continuaremos apostando no trabalho colaborativo, por isso, quem quiser somar pode ficar a vontade para nos contatar através de nossos canais de diálogo, que são a página no facebook, o perfil no instagram e o e-mail: bossrever@gmail.com.

Um ano novo se abriu. “Que sejas ainda mais vivo, […] Tempo, tempo, tempo, tempo. Ouve bem o que te digo. Tempo, tempo, tempo, tempo”.

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