Universidade, Neoliberalismo, Eleições: um depoimento

Digo sem medo de errar: com Marina Silva ou Aécio Neves, a Universidade pública estará correndo perigo de voltar a uma época de triste memória * por Romero Venâncio     Dedico a Regina Célia, Alder Julio, Jonas Duarte, Welington Pereira,Sandra Luna e Ana Ângela e Solange Norjosa, educadores/as. Parto de uma realidade: minhas palavras chegam tarde. Não se trata de lamento ou de agouro. Apenas … Continuar lendo Universidade, Neoliberalismo, Eleições: um depoimento

Sobre uma autobiografia de Ingmar Bergman

“As opções por temas existências o levariam a praticar uma cinematografia original e de caráter especulativa como poucas no cinema mundial”  *por Romero Venâncio   Acabo de ler este livro fora do comum (e não estou brincando ou ironizando… alguns amigos acham os filmes de Bergman tediosos!). Trata-se de “Lanterna Mágica”, editado pela Cosacnaify em 2013. Como toda autobiografia, deverá ter sua cota de invenções … Continuar lendo Sobre uma autobiografia de Ingmar Bergman

Glauber Rocha, nosso mestre e nosso vulcão – 33 anos de sua partida

“Com ele cinema passa a integrar a cultura política brasileira como forma de entender o próprio Brasil. O cinema vira uma espécie de “interprete do Brasil” na linha de Caio Pardo Jr. ou Gylberto Freire” *por Romero Venâncio Num 22 de agosto de 1981 morria Glauber Rocha. De longe, o cineasta mais importante na história de todo cinema brasileiro e uma referência no cinema mundial (ainda … Continuar lendo Glauber Rocha, nosso mestre e nosso vulcão – 33 anos de sua partida

O fim da Política e a Tarefa do Negócio (da política) – Das eleições.

“Aqui a coisa é bruta e pragmática: se prepara e se ganha eleição no jogo do negócio da política e não no do idealismo da política” *por Romero Venâncio     Noticias de uma guerra particular: no filme-documental do cineasta sergipano Fabio Rogério, intitulado: “A eleição é uma festa” tem um personagem (literalmente) real da política local chamado Robin (alusão ao herói coadjuvante do outro, … Continuar lendo O fim da Política e a Tarefa do Negócio (da política) – Das eleições.

Loki, 40 anos depois – Como navegar de novo

O álbum “Loki” é mais do que o sintoma de uma época (que é, sem dúvida e este é o lado político do disco) é algo que vem de um profundo sentimento de desamparo de Arnaldo Baptista *por Romero Venâncio   “…que a vida só consome o que a alimenta.” Ferreira Gullar.   O álbum “Loki” (1974) é uma obra marcante e estranha na vida e … Continuar lendo Loki, 40 anos depois – Como navegar de novo

Igreja Universal, Governo e a Política Real – De um Padroado às Avessas

Houve um tempo em que o Estado agradava a Igreja para garantir a manutenção do poder pelos caminhos indiretos. Hoje é a Igreja que agrada os governos, crescendo na carona do vale-tudo eleitoral *por Romero Venâncio Durante o período imperial, em todas as suas fases, as relações entre Igreja (aqui, a Igreja Católica Romana) e Estado se deram na base do chamado “padroado”. O governo … Continuar lendo Igreja Universal, Governo e a Política Real – De um Padroado às Avessas

Poesia ou o Cinema Como Obra de Arte

Sem maniqueísmos ou clichês, o filme nos mostra as atitudes as vezes desesperadas, as vezes serenas da personagem em busca de salvar o neto da prisão e da busca de fazer um poema *Por Romero Venâncio Li um artigo em que o autor fazia uma referência ao cinema asiático, em particular, o cinema coreano como uma marco no cinema contemporâneo e que estava atualizando criativamente … Continuar lendo Poesia ou o Cinema Como Obra de Arte

‘Balada de um Homem Comum’, ou a crônica de uma geração derrotada

Filme em destaque trata da história de “Uma geração inteira amargou o fracasso da desilusão e a maré conservadora que varreu os Estados Unidos no final dos anos 70 foi o tiro de misericórdia em muitos filhos dessa geração” *por Romero Venâncio   Uma marca dos filmes dos irmãos Coen é criar personagens ou situações que estão a margem do “normal” na cultura Norte Americana. É … Continuar lendo ‘Balada de um Homem Comum’, ou a crônica de uma geração derrotada

“ELA” ou Da Fragilidade Contemporânea

“Apesar de não expressar nada de política ou economia ou Estado, o filme pode ser lido incluindo estes elementos e os articulando com a situação concreta e psíquica do personagem”    *por Romero Venâncio   “O essencial portanto não é que o melancólico tenha razão em sua penosa autodepreciação… O importante é que ele está fazendo uma descrição correta de sua situação psicológica” (Freud em “Luto e … Continuar lendo “ELA” ou Da Fragilidade Contemporânea

Barbárie e Impotência: notas sobre os justiceiros do Guarujá

“É como se estivéssemos diante de uma “situação traumática” e ficássemos paralisados, impotentes. O fato torna-se (e é de fato) tão brutal e tão estúpido, que não temos o que fazer enquanto cidadão. Mas, como humano, aquilo nos toca, nos provoca e nos faz dizer algo em solidariedade a vitima” *por Romero Venancio   Impossível ficar neutro ou frio diante das fotos veiculadas pelas mídias sociais … Continuar lendo Barbárie e Impotência: notas sobre os justiceiros do Guarujá